Arquivo do Autor: admin

Mais uma vez falando sobre plantas

 

p1
Aqui estou eu novamente falando sobre o desafio que é cuidar de plantas.
Depois de tantas frustrações com plantinhas que morriam repentinamente chegamos a um ponto de “estabilidade” aqui em casa, pois já tem um tempinho que não morre nenhuma, e isso é uma grande conquista.
O meu maior orgulho mesmo é essa plantinha daí de cima. Eu cuido dela desde que ela era uma sementinha (aqui você pode ver quando as sementinhas brotaram), e ela é muito resistente a cuidados desastrosos, aliás, ela é uma boa dica de planta com flores para ser cultivada em casa. Se eu não estiver enganada, ela se chama Beijo.
Venho cuidando arduamente de um Ipê amarelo que cismou em ficar doente, mas com uma receita caseira já estou dando um jeito na praga que o atingiu. As folhas já pararam de cair ele ele já está ficando lindão novamente. E sim, cultivo um Ipê amarelo na varanda XD
Estou tão animada com as minhas plantinhas que não resisti em ceder a tentação de comprar mais uma vez uma roseira.
A culpa não é minha, eu estava andando com minha família tranquilamente pelas ruas do centro da cidade quando de repente uma floricultura linda saltou na minha frente. rsrs
Aliás, quem for de Goiânia, eu super indico essa floricultura que infelizmente não me lembro o nome mas que fica em frente ao Mercado Central, lá tem mudas de roseiras com cores deslumbrantes.
E falando sobre dicas, esses dias recebi um e-mail super carinhoso da Marina da revista Westwing falando que no site deles há um post sobre dicas e tendências de cultivo de plantas em ambientes internos. O post é bem bacana, recheado de fotos lindas.

p2_DSC0120 _DSC0141 Processed with VSCOcam with f2 presetAí estão quase que todas as minhas plantas reunidas em uma varanda imunda. A Imundice é proveniente da doença que meu Ipê Amarelo pegou, mas ele já está ficando okay. =}
No meu instagram, publico quase que diariamente minhas platinhas e também publico sobre minha casa e minha família, para quem tiver interesse… =}

Um pouco de descanso, porque preciso…

b2b1 b3

Ô, se preciso…
Ufa, terminei o tcc, e terminei bem, yah! =}

Agora é hora de reorganizar a casa e a vida… Voltar a ter noites de sono livres da ansiedade e cansaço.
Preciso, quero, necessito, retomar as leituras, pois em fevereiro elas ficaram estacionadas.
Mas em janeiro teve leitura (li Tchekhov  pela primeira vez!!!),  e  volto aqui para falar delas. =}

Ah, preciso também voltar a visitar vocês, fiquei bem distante nas últimas semanas e estou com saudades. =*

Enfim, estou de volta!

Os verbos auxiliares do coração

_DSC0116 copy
Comprei esse livro de maneira aleatório e meio que por impulso.
Comprei esse livro porque  seu título é absolutamente belo, talvez um dos mais belos que já vi.
Comprei esse livro sem saber nada sobre o autor e sobre a história.

Não me decepcionei, muito pelo contrário…

A história é completamente triste,  fala sobre perdas, ou melhor, A Perda de uma pessoa querida e muito importante na vida de todos nós.
Esse é aquele tipo de perda  a qual a pessoa simplesmente é arrancada da vida do outro, e vai embora para nunca mais, restando a quem fica aprender a lidar com a dor e a memória.
Dor impiedosa!

Gostei bastante do livro, quero ler mais coisas do mesmo autor.
_DSC0123  “Não estou triste. Nem alegre. Não tenho vontade alguma. Só ficou a dor, apesar de tudo. Sempre a mesma dor, sempre o mesmo medo… e assim nunca fica mais fácil, nunca fica mais difícil. Tudo fica cada vez pior”_DSC0100Os verbos auxiliares do coração
Autor: Péter Esterházy
Páginas: Umas 72. As páginas não são numeradas
Editora: Cosac & Naify

Soneto de fidelidade

IMG_1264

“De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

(Vinícius de Morais)

*Fotografia por: Inácio*

 

Sobre a insustentável leveza

_DSC0201 “Não. Seu drama não era o drama do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser”

_DSC0079A primeira leitura do ano foi um vendaval.
O livro começou exatamente como começam as tempestades, uma ventania não muito forte foi tomando conta de mim e ao final fez-se tempestade.
A história passou correndo dentro de mim, a ventania me elevou para bem longe do chão e quando me dei conta de que muitas vezes a leveza é insustentável, a queda foi certeira e abrupta.
E como tempestade que tira tudo do lugar, a história me deixou completamente virada. Estou coberta de poeira e folhas de árvores. Tomas, Teresa, Franz e Sabina me alagaram.
Chorei.

Quando estava no último capítulo, nas últimas páginas, lendo atentamente o desfecho da história eu percebi que uma dor tomou conta do meu peito, uma dor física tão real…
Meu coração acelerou, a respiração perdeu seu ritmo natural.
Era o fim daquela história, era a confirmação da insustentável leveza.
Quando enfim, terminei de ler o livro, fui direto para cama dormir.
Me deitei, de repente sucumbi.
Comecei a chorar, a soluçar.
Meu namorado me abraçou forte e carinhosamente disse: “não segura, apenas chore se essa é sua vontade”

Chorei.

Ainda estou vivendo no eco da obra.
Ainda estou de ressaca!

_DSC0122 _DSC0130“Em seguida, vem a terceira categoria, as dos que têm necessidade de viver sob o olhar do ser amado. A situação deles é tão perigosa quanto a daqueles do primeiro grupo, Basta que os olhos do ser amado se fechem para que a sala fique mergulhada na escuridão. É entre essas pessoas que devemos colocar Tereza e Tomas.”

Um dia calmo

_DSC0082_2

A tarde de sábado, assim como todo o dia, seguia lenta, bem monótona, mas não estava exatamente entediante. Tinha um climazinho de felicidade quase explícita no ar.
É o que chamo de felicidade discreta, felicidade delicada. É o estar sentindo-se bem, muito bem, mas sem uma razão clara.
Havia um certo ânimo compartilhado entre todos daqui de casa.
Aproveitei o clima e convidei o Inácio para um piquenique que há muito tempo vinha sendo adiado. Ele prontamente aceitou.

Não levamos tantas coisas, apenas a “toalha” de piquenique, algumas poucas frutas, água, suco e iogurte.
Fomos ao bairro vizinho ao nosso, que é lindamente arborizado, calmo e cheio de praças e perto o suficiente para irmos de bicicleta sem nos cansarmos tanto.

Escolhemos uma pracinha beeeem calma, com poucas pessoas, o sol já estava indo embora, mas ainda sim renderam algumas fotos. =} _DSC0262_DSC0172_DSC0082_2 copy_DSC0225_DSC0202_DSC0215_DSC0177 _DSC0258_DSC0148_DSC0111_DSC0o139

Obs: simplesmente adorei as fotos. Quase todas foram feitas pelo Inácio.

Estamos vivos e estamos bem!

121E quanto tempo se passou, heim?
Não gosto de passar tanto tempo longe do blog… Mas sei lá, aconteceu…
Estou caminhando rumo a finalização do tcc, e como vocês sabem ou podem imaginar, tcc consome vidas! rsrs
De qualquer modo, o tcc sozinho não justifica passar tanto tempo longe do blog. Ou seja, o hiato foi um punhado bom de lerdeza minha.
Juntou o pouco tempo + falta de inspiração + perdi meu ÚNICO cartão de memória, logo, acabou sendo inevitável o afastamento.
Mas okay, o que importa é que apesar de toda crise política, econômica e o tcc, estamos todos bem aqui em casa.
E esses são alguns registros aleatórios bem recentes dos dias que fiquei sozinha com minha pequena fadinha. =}

126 Acho que essa foi numa manhã de sexta-feira.

125 Gente, eu não consigo para de pendurar quadros nas paredes. Simplesmente amo!

124122 E até que enfim tenho o pôster de um dos meus filmes favoritos, Vicky, Cristina, Barcelona, do maravilhoso Woddy Allen, claro! ;}123Suco super verde, super saudável! Couve, água de coco, mel e laranja. Fiquei com receio da pequena não gostar, mas ela adorou!

Tenham todos um lindo final de semana!

Memória

“Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.”

Carlos Drummond de Andrade

-1959-

_DSC0601Uma (pequena) nota sobre essas flores do post.

Eu as comprei, ainda como sementes, num supermercado qualquer. Joguei elas na terra, ainda na casa dos meus pais.
Cuidei, vigiei. Dei carinho, namorei cada broto que ia surgindo.
Foram crescendo, ficando fortes, mas logo começaram a morrer, aos poucos.
Decidi que ia pegar duas mudas, cultivar na água, para futuramente levar para minha nova casa.
O restante que permaneceu na terra, morreram todas.

Quando plantadas na água, elas se desenvolveram bem.
Surgiram botões anunciando futuras flores. Confesso que fiquei emocionada.
Mas logo, percebi que os botões não desabrochavam, e sim, murchavam.
Pensei: “talvez precisem de terra, fincar raiz.”
Dei terra!
Estava curiosa.
Queria muito saber quais seriam as cores que aqueles botões escondiam dentro de si.
Continuei cuidando. Vigiando de perto.
Na terra, desenvolveram-se lindamente.
Cresceram! Me retribuíram com muitas flores brancas e  rosas.
De repente, puseram-se doentes.
Ficaram fracas, de folhas pequenas e caules finos.
De repente tristeza!
Fiquei de fato aborrecida com a doença.
Apenas uma insistiu em viver, sem se desenvolver bem.
Permanecia fraca e pequena.
Depois, também morreu.

Fez-se frustração!
Fiquei decepcionada comigo mesma pela morte das flores.
Falei para mim mesma que ia parar com isso, pois apesar de ser desapegada, não estava sabendo lidar com a morte de minhas plantas.
Não aprendi.
Continuo tentando.
Não sou cláusula pétrea, em absolutamente nada na vida…
Um sorriso me desarma.
Um pedido de desculpa me faz dizer “eu te amo”.
A esperança de fazer dar certo, de fazer permanecer as coisas mais lindas, ainda que em meio a tantos indícios de “não”, me faz persistir.
Às vezes em ideias absurdas, confesso.
Enfim, continuo jogando sementes por aí, aguardando ansiosamente por uma retribuição.

Voltando…

_DSC0381 copy _DSC0540
_DSC0480Fotos do primeiro dia de aula da pequena. Março de 2015

E por aqui, a vida voltou ao “normal”.
Faculdade retornou, a escolinha da pequena também, logo, a correria e o cansaço insano também já se fazem presente.
Pretendo não sumir demasiadamente daqui, embora eu já ande beeem relapsa.
É a reta final do curso, e isso necessariamente vai consumir todo o tempo que tenho (e provavelmente o que não tenho também).

O objetivo é não surtar. XD

Desejo a todos  uma maravilhosa semana.

Quero esse, esse e aquele!

Untitled-1 copy

Para quem me segue no pinterest, sabe que lá tenho um painel de roupas desejos chamado “Quero esse, esse e aquele”, resolvi trazer o mesmo tema para o blog, mas ao invés de apenas roupas, vou colocando tudo que ando desejando ultimamente e por anos.

1- Daisy dream. Marc Jacobs, só porque é a mais delicada e deliciosa fragrância do universo inteiro.

2- Pôsteres com frases são sempre legais, tenho mais alguns na lista de desejo, mas esse aí, desde quando o vi pela primeira vez, estou desejando muito. Iria diretinho para o quarto da pequena.

3- Só porque estou ‘muito fotografia’ ultimamente, e só porque tenho curiosidade de saber mais sobre esses dois (Patti Smith e Mapplethorpe) desde que fui apresentada a eles em uma aula de fotografia.

4- Desde que me entendo por cadeiras eu desejo fortemente essas cadeiras eames. Por favor, duas já me agradam. XD

5- Eu sou louca por melancia, e estou apaixonada por esse maiô. Imaginem o quanto a pequena iria ficar mais fofa ainda com ele.

6- Céus, por que não temos Ikea aqui??? Eu só quero essa luminária!

Saudade

4061144755_e18cd2d9c4_oCompartilhando com vocês algumas fotos antigas, dos tempos do bom e velho flickr

Como sinto saudade de fotografar como naquela época. Todo ensaio era um grande aprendizado.
Mas para curar a saudade dessa nostalgia toda, já convidei a minha amiga (uma das minhas modelos de sempre), para fazermos uns clicks por aí. Estamos apenas esperando o clima ficar mais cordial aqui em Goiânia, porque, céus! A coisa aqui está em estado de calamidade pública, sério! =O

Enquanto o próximo ensaio está no ‘aguardo’, vou namorando ensaios de anos atrás…4068358159_d64d63e23a_o6918887241_7e118b850a_o 5528359346_0867550bdd_o6845803377_3ce20480a8_o 5239473818_24b695ac81_o  3020731568_d9a7ff47bb_o

Tenham todos uma doce semana

Manhã de domingo + manhã de segunda-feira

_DSC0059Apenas uma pequena série de fotos de nossas manhãs de domingo e segunda-feira.

Normalmente, costumo fazer um post (ainda que de vez em quando) com registros de nossas manhãs de domingo, que é o dia que estamos todos em casa e as horas escorrem devagar, porém, ontem pela manhã, enquanto eu e a pequena dava a nossa tradicional volta pelo bairro, colhemos um matinho alí, uma florzinha lá, e fizemos o mais belo dos singelos arranjos de flores. Achei tão lindo que fotografei um monte o que consequentemente me fez adiar um post que era pra ontem, e ainda, incluir fotos a mais nele.
E o resultado, está aqui. =}

_DSC0093_DSC0090_DSC0089 _DSC0044Este livro,  A dama da solidão não está sendo minha leitura atual. O li em 2012. Mas ontem, enquanto reorganizava os livro, eu o encontrei e mais uma vez fiquei encantada com a capa. Simplesmente linda e delicada. Os contos também são maravilhosos. Essa edição é da Companhia das Letras. _DSC0053O que eu queria mesmo era um balãozinho desses para o quarto da Eleonora, mas ainda não encontrei. Enquanto isso, esse de papel vai quebrando o galho._DSC0028 _DSC0009E, aaaw!!! Como eu amo essa dupla!

Tenham todos uma doce semana!

Meu novo passatempo

_DSC0032Estou passando aqui para compartilhar com vocês  o meu novo passatempo: O bordado.
E não é de ver que estou adorando.
Estou gostando tanto que voltei no armarinho uma semana depois para fazer um ‘upgrade’ no material que eu havia comprado na semana anterior. Apenas mais dois bastidores, um fixo e um regulável, um conjunto de agulhas, papel carbono branco (para desenhar em tecidos escuros, o que ainda não tentei) e mais um pouco de linha. Em relação as linhas, nem precisei sair comprando um monte, já que tinha um punhado que ganhei da minha mãe que por sua vez, havia ganhado da minha avó, a bordadeira oficial da famiília.

A faculdade ainda está de greve, (acho que a maioria das federais do país estão), logo, tenho um pouco mais de tempo livre. E como estou afastada do desenho e da fotografia, por uma razão que ainda não consigo entender (e que me irrita e deixa pra baixo também), passei a bordar nesses ultimos dias. Acho que de certa forma é um meio de canalizar meu impulso criativo que ainda existe. rsrs

E não tem nada melhor nessa vida do que achar pessoas que fazem maravilhosamente bem o que você decidiu se aventurar a fazer. Pois é… navegando pelo instagram (aplicativo maravilhoso que eu consigo gostar do mesmo tanto ou mais do que no primeiro dia que comecei a usar), encontrei as meninas do Clube do bordado, e fiquei ENCANTANDA!!!!
Sério, os bordados mais lindos do mundo são os delas. E não estou exagerando. Você pode conferir aqui no tumblr delas, ou no instagram, vão ver que tenho razão. Me senti tão tocada pela beleza do trabalho, que tive que escrever e agradecê-las por tornar o mundo um lugar mais lindo. Sim, acho que pessoas que nos inspiram merecem ouvir agradecimentos pelo feito.

No mais, ando meio distante do meu blog e dos blogs do mundo, não sei se é o calor (não hoje! Hoje amanheceu chuvoso e fresco, aleluia), mas estou preguiçosa e desestimulada. Mas quem me segue no instagram vê que quase que diariamente eu dou o ar da graça com fotos do meu cotidiano, inclusive dos bordados.

Abaixo, algumas fotos de minhas primeiras investidas nessa aventura.IMG_9482Esse foi o meu primeiro. Todo mais ou menos, cheio de ponto soltando e com um acabamento vergonhoso. Aliás, o acabamento no bordado não anda sendo coisa simples para mim XD
_DSC0040 _DSC0013_DSC0006Esse foi o segundo bordado. Resolvi dar um novo ar a uma batinha branca que havia sido abandonada por minha mãe._DSC0049E esse foi o último. Devidamente afixado na parede do quarto da Eleonora. Pretendo fazer mais um ou dois e afixar à parede do quarto dela. As linhas, tecidos e o bastidor já estão ali, prontos para receberem desenhos e cores.

E sim, fiz tudo na mesma paleta de cores. O próximo pretendo mudar um pouco.

Tenham todos um lindo dia.

Motivo

IMG_8639

Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

       -Cecília Meireles-

E qual é a sua relação com os livros?

_DSC0012Isso não é um post sobre o quanto eu leio ou o quanto amo ler, na verdade é um post muito mais ligado ao desapego do que à literatura.

Dias atrás o Inácio me presenteou com o direito de escolher alguns livros na Amazom (sim, tenho um namorado carinhoso), e escolhi dois da Alice (coleciono versões), e o de desenhos da Sylvia Plath que estava desejando há décadas (pretendo falar sobre eles aqui no blog). E deliciosamente os livros chegaram muito rapidinho aqui em casa (Amazon, eu realmente sou apaixonada por você). Ao abrir a caixa me surpreendi com a beleza dos livros. Rapidamente me sentei no chão e fui mostrar para a Eleonora o livro A pequena Alice no país das maravilhas, comprado pensando nela, já que essa é uma versão do próprio Lewis Carroll voltada para crianças de até 5 anos de idade. O livro, assim como eu e a Eleonora ficaram ali, no chão da sala mesmo. Observamos as ilustracões e ela passou algumas páginas de maneira pouco carinhosa. Ao pedir para ele ter cuidado, me veio um pensamento recorrente que tenho sobre os livros.

Por que as pessoas são excessivamente cuidadosas com esses objetos?

Certo dia, mostrei ao Inácio uma foto linda de um quarto, onde haviam livros no chão ao lado da cama. Ele apontou em direção aos livros e disse: “isso eu não acho legal”, e completou argumentando que livros não são para decoração, e sim para serem lidos e guardados com muito cuidado.

Óbvio que discordei!

Os livros são sim para serem lidos, absorvidos, amados, mas… Eu não os trato como objetos sagrados, que não possam ficar no chão ou serem carregados para cima e para baixo.

Eu tinha um professor que sempre carregava seus  livros separadamente dentro de um saquinho plástico, muito bem selado. Tudo muito limpo e muito bem cuidado. Os livros dele tinham aspecto de livros recém chegados da livraria, e meu pensamento foi: “credo, que toque, que medo!”

Sério, os livros são para isso tudo mesmo?
São objetos a serem tratados como uma preciosidade rara?
Bem, para mim, suas histórias são preciosidades. O livro; este é apenas um lindo OBJETO que merece sim ser tratado com carinho (falo isso todos os dias para Eleonora), para que dure a maior quantidade de tempo possível.
Mas ele também é para estar sempre com você! Ser carregado na bolsa, ter páginas sublinhadas, com anotações ao lado e até mesmo com desenhos (meu antigo hábito, eu vivia desenhando em meus livros).

Dessacralize o objeto livro!

Sublinhe, faça marcações, até mesmo use as páginas como ‘marca página’ dobrando-a, por quê não?
Espalhe eles pela casa, mantenha um sempre ao alcance da mão. Durma com alguns em cima da cama…

Apenas não tenha medo estragar/enfeiar o seu livro.

Eu entendo que há muitas pessoas, organizadas e cuidadosas que jamais fariam essas coisas com seus livros, respeito, e até acho bonito. Mas somente quando isso não é uma espécie de obsessão ou uma sacralização do objeto.

Ame sim os livros, mas ame sem preocupação, sem peso (se é que isso é possível ou  faz algum sentido)
_DSC0075 _DSC0044 Aqui em casa, tem livros em todos os cômodos. Quanto ao Inácio, acho que ele já se desapegou e se acostumou com tudo isso, acho… XD_DSC0019

Tenham uma linda semana!