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Confissão

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foto-10CONFISSÃO

Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto

Mario Quintana

Mais fotos de flores, livros e calma, aqui.

E nada de novo acontece…

Olá!
Tenho dando distante, não só daqui, mas de um monte de coisas… Andei perdendo o foco, ou melhor, redirecionando-o, (vamos ser otimista, certo?!).
Enfim, a vida aqui segue calma, meio morna, meio animada.

Esses dias fui ao centro de Goiânia comprar um livro para uma pesquisa que estou fazendo. O sebo onde encontrei o meu livro era desses onde quase não se vê um pedaço de parede livre. Todas as paredes eram cobertas de livro. Estava meio caótico. Tanto é que foi eu que encontrei o livro que eu queria, pois a funcionária estava meio perdida. rss
Eu achei caótico, mas achei lindo também. Resolvi fotografar. Fotografei.foto 1-12
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Na volta pra casa, garanti meu almoço, nada saudável, eu sei (salvo o Fitzgerald ali no meio, que faz bem pro cérebro, coração e para alma),  e confesso que pouco gostoso também. McDonald’s não é o meu forte. Já a coca-cola… <3

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E depois do almoço para todo o resto do dia, fiquei admirando minha flor de cravo, cultivada num vaso na varanda desde que era uma singela sementinha…

Vou ver se não sumo tanto…

Entre notícias e mensagens, a vida corre em ritmo delicado.

pm2Essa semana eu recebi uma mensagem linda, dessas de encher o coração da gente.
A mensagem na verdade era uma foto de um bilhete que uma pessoa, (uma doce amiga), escreveu durante o horário de trabalho. O bilhete continha apenas um parágrafo e para mim, um mundo inteiro de sentimentos.
Certo dia disse para essa amiga que ela não era aquela “coisa” negativa que ela estava afirmando ser. Falei de maneira natural, rápida, entre nossas conversas sobre livros e vida, (costumamos nos encontrar esporadicamente para conversarmos basicamente sobre o que estamos lendo e consequentemente acabamos conversando muito sobre a vida).
Todavia a minha fala continuou existindo na memória dessa amiga, continuou ali ecoando. Ao ponto dela se agarrar a essa fala nos momentos em que estava precisando de um pouco mais de força, ou de um respiro para quebrar o ritmo maçante da rotina no trabalho.
Saber que estou fazendo alguma diferençazinha na vida dessa pessoa me fez sentir plena. Cheia de vida.

Essa semana também recebi uma notícia maravilhosa, de uma outra amiga.
A notícia é maravilhosa, mas a forma como veio nos pegou de surpresa.
Tentei passar toda calma que tenho a ela, (sim, tenho muita calma aqui comigo), acho que deu certo.
Na mesma noite eu recebi dessa mesma amiga uma mensagem de agradecimento com um singelo “eu te amo” no meio.
Agora tudo está mais calmo.
Me senti plena.
Me senti enorme.

A semana ainda não acabou, não tenho ideia de como ela se finalizará.
Eu só sei que tenho que estudar ainda nos próximos dias… Andei me permitindo alguns longos dias sem tocar no material da minha pesquisa, e isso está me deixando de consciência pesada

E nessa semana comecei mais uma nova leitura, pelo que tudo indica, ela acaba essa semana também.

Ahh, e no final dessa semana assistirei Lago dos Cisnesballet e orquestra, com a Elê e o Inácio. Ano passado assistimos Dom Quixote, e posso garantir, foi esplêndido. 
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Aliás, creio que Master of None será a trilha sonora dessa semana.
Quero dançar essa música, quero viver dentro dessa música!

*Fotos feitas durante minha longa terça-feira.

Silenciosas lembranças.

 Screenshot from 2016-06-26 19:50:39Desculpe-me por todo esse silêncio. Sabe o que é? É que ultimamente tenho sofrido de ausências…
Isso nunca me ocorreu, ou pelo menos não com essa intensidade.
Daí fiquei meio que assim… sem saber lidar com as lembranças…

foto 1E essa flozinha cor de rosa que não faço ideia do nome é a representação do que é felicidade para mim. Ela exala lembranças de meus melhores dias.

E para finalizar, deixo as palavras de Cecília Meireles sobre o que é ser, sentir, viver em saudade.

Silenciosas lembranças

Cecília Meireles

De que são feitos os dias?
De pequenos desejos
Vagarosas saudades
Silenciosas lembranças.
.
Entre mágoas sombrias
Momentâneos lampejos
Vagas felicidades
Inatuais esperanças.
.
De loucuras, de crimes
De pecados, de glórias
Do medo que encadeia
Todas essas mudanças.
.
Dentro deles vivemos
Dentro deles choramos
Em duros desenlaces
E em sinistras alianças.

 

Elogio da madrasta

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Esse livro veio parar em minhas mãos através de uma troca que fiz com uma garota super simpática que está nos meus contatos no FaceBook. Troquei um exemplar repetido de As Ondas da Virgínia Woolf pelo desconhecido para mim, Elogio da Madrasta de  Mario Vagas Llosa.

Eu não demorei muito para iniciar a leitura (mas demorei um monte para vir compartilhar com vocês), motivada especialmente pelo fato do autor ser latino-americano (tenho vontade de me jogar cada vez mais em autores daqui das redondezas).

O romance gira em torno da relação entre um jovem enteado e sua bela madrasta e segue numa linha de literatura erótica (acho).
Para mim, o melhor detalhe está em um elemento na arquitetura da história.  Boa parte dos capítulos começam a partir de uma obra de arte. O autor trás literalmente a obra para dentro do livro, e a história se desenrola segundo alguns detalhes presentes nos cenários ou personagens dessas obras. Mas eu, como apaixonada por história da arte, fiquei ansiosa em saber ou confirmar de quem eram as obras. Fico particularmente chateada quando vejo obras clássicas aparecendo por aí sem nenhum dado catalográfico.
Entendo que talvez os dados não devessem aparecer assim, no meio da história, mas poxa, nem num posfácio???
Mas para minha tardia felicidade, me dei conta que informações sobre as obras estão na PRIMEIRA página  (como não vi antes?), juntamente com as informações técnicas do livro. Derrr.

Mas de maneira geral eu não gostei do livro.
A história não me envolveu, e acabou escorrendo… Sem nada de surpreendente, morna, morna…
Sempre me sinto super insegura em fazer alguma pontuação negativa sobre obras literárias, ainda mais se tratando dessa, em que o autor é nada mais nada menos que um detentor de um Prêmio Nobel da Literatura.

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Mas não me arrependi de ter lido.
Não me arrependi de forma alguma da troca (aliás, estou aberta para novas possibilidades!!!)

Elogio da Madrasta
Mario Vargas Llosa
Ano: 1988
Páginas: 159
Editora: Objetiva

*Não faço resenha, apenas compartilho minhas experiências e devaneios com a leitura*

Para quem já leu esse livro, por favor, compartilhe sua experiência.
Adorarei ler. =}

Tenham uma doce semana

 

Arte abstrata

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Sou do tipo mãe coruja, desses, bem clássico…
Que guarda rabiscos da filhota para depois pendurar na parede.

Essa pinturinha linda aí foi feita em parceria. Nós duas colorimos aleatoriamente o papel, utilizando bastante cores fortes e vibrantes.
Gostei tanto do resultado que não pensei duas vezes em pendurá-la na parede. A moldura onde antes havia uma maravilhoso print de Edgar Degas deu lugar ao abstracionismo da pequena (desculpa, Degas, você não é o problema, o problema é a concorrência… rsrs).

_DSC0380 _DSC0773E a parede vai ficando assim… Cada vez mais colorida.
A ideia é que fique mais colorida ainda, mais cheia de quadros.
Mas por ora, não fizemos nenhum furo a mais na parede, apenas aproveitamos os furos que já existiam e penduramos os quadros.
_DSC0818 _DSC0829E esses últimos cliks foram só para exibir minha nova planta/árvore linda chamada Croton Petra.
Estou deslumbrada com a combinação de cores nas folhas dessa maravilha.
Apenas tomara que ela sobreviva bem aos meus cuidados.

E por aqui a vida segue…

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Já aconteceram tantas coisas no país e em minha vida desde que fiz o último post…
Eu acho bem chato passar tanto tempo longe do blog, e dessa vez me afastei não só do meu blog, mas praticamente de toda blogosfera. Fiz algumas visitas esporádicas alí e acolá, mas nada muito expressivo.

Bem, desde o último post o país virou de cabeça para baixo e eu tive algumas surpresas em minha vida pessoal…
Nos mudamos de casa!
Aquele cantinho pequeno, amado e muito fotografado, compartilhado com vocês ficou para trás. Não foi simples, não foi fácil o processo de mudança. Aconteceu de repente, não foi planejado. Chorei um bocadinho bom. Não queria sair, nós não queríamos deixar para trás aquela casa recheada somente de boas lembranças.
Mas tivemos que deixar…
Mudança feita!

Estamos em uma ótima casa. O apartamento é bem maior que o anterior. O bairro que morávamos era ótimo e o bairro onde moramos agora é maravilhoso.
Mas sabe como é né… Nosso coração se apega… Se apega e se amarra nas boas lembranças e fazer soltar isso chega doer.
Mas okay, vida que segue.
E há de seguir bela.

Abaixo, algumas fotos dessa nova vida que começa a aparecer…
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Mais uma vez falando sobre plantas

 

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Aqui estou eu novamente falando sobre o desafio que é cuidar de plantas.
Depois de tantas frustrações com plantinhas que morriam repentinamente chegamos a um ponto de “estabilidade” aqui em casa, pois já tem um tempinho que não morre nenhuma, e isso é uma grande conquista.
O meu maior orgulho mesmo é essa plantinha daí de cima. Eu cuido dela desde que ela era uma sementinha (aqui você pode ver quando as sementinhas brotaram), e ela é muito resistente a cuidados desastrosos, aliás, ela é uma boa dica de planta com flores para ser cultivada em casa. Se eu não estiver enganada, ela se chama Beijo.
Venho cuidando arduamente de um Ipê amarelo que cismou em ficar doente, mas com uma receita caseira já estou dando um jeito na praga que o atingiu. As folhas já pararam de cair ele ele já está ficando lindão novamente. E sim, cultivo um Ipê amarelo na varanda XD
Estou tão animada com as minhas plantinhas que não resisti em ceder a tentação de comprar mais uma vez uma roseira.
A culpa não é minha, eu estava andando com minha família tranquilamente pelas ruas do centro da cidade quando de repente uma floricultura linda saltou na minha frente. rsrs
Aliás, quem for de Goiânia, eu super indico essa floricultura que infelizmente não me lembro o nome mas que fica em frente ao Mercado Central, lá tem mudas de roseiras com cores deslumbrantes.
E falando sobre dicas, esses dias recebi um e-mail super carinhoso da Marina da revista Westwing falando que no site deles há um post sobre dicas e tendências de cultivo de plantas em ambientes internos. O post é bem bacana, recheado de fotos lindas.

p2_DSC0120 _DSC0141 Processed with VSCOcam with f2 presetAí estão quase que todas as minhas plantas reunidas em uma varanda imunda. A Imundice é proveniente da doença que meu Ipê Amarelo pegou, mas ele já está ficando okay. =}
No meu instagram, publico quase que diariamente minhas platinhas e também publico sobre minha casa e minha família, para quem tiver interesse… =}

Um pouco de descanso, porque preciso…

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Ô, se preciso…
Ufa, terminei o tcc, e terminei bem, yah! =}

Agora é hora de reorganizar a casa e a vida… Voltar a ter noites de sono livres da ansiedade e cansaço.
Preciso, quero, necessito, retomar as leituras, pois em fevereiro elas ficaram estacionadas.
Mas em janeiro teve leitura (li Tchekhov  pela primeira vez!!!),  e  volto aqui para falar delas. =}

Ah, preciso também voltar a visitar vocês, fiquei bem distante nas últimas semanas e estou com saudades. =*

Enfim, estou de volta!

Os verbos auxiliares do coração

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Comprei esse livro de maneira aleatório e meio que por impulso.
Comprei esse livro porque  seu título é absolutamente belo, talvez um dos mais belos que já vi.
Comprei esse livro sem saber nada sobre o autor e sobre a história.

Não me decepcionei, muito pelo contrário…

A história é completamente triste,  fala sobre perdas, ou melhor, A Perda de uma pessoa querida e muito importante na vida de todos nós.
Esse é aquele tipo de perda  a qual a pessoa simplesmente é arrancada da vida do outro, e vai embora para nunca mais, restando a quem fica aprender a lidar com a dor e a memória.
Dor impiedosa!

Gostei bastante do livro, quero ler mais coisas do mesmo autor.
_DSC0123  “Não estou triste. Nem alegre. Não tenho vontade alguma. Só ficou a dor, apesar de tudo. Sempre a mesma dor, sempre o mesmo medo… e assim nunca fica mais fácil, nunca fica mais difícil. Tudo fica cada vez pior”_DSC0100Os verbos auxiliares do coração
Autor: Péter Esterházy
Páginas: Umas 72. As páginas não são numeradas
Editora: Cosac & Naify

Soneto de fidelidade

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“De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

(Vinícius de Morais)

*Fotografia por: Inácio*

 

Sobre a insustentável leveza

_DSC0201 “Não. Seu drama não era o drama do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser”

_DSC0079A primeira leitura do ano foi um vendaval.
O livro começou exatamente como começam as tempestades, uma ventania não muito forte foi tomando conta de mim e ao final fez-se tempestade.
A história passou correndo dentro de mim, a ventania me elevou para bem longe do chão e quando me dei conta de que muitas vezes a leveza é insustentável, a queda foi certeira e abrupta.
E como tempestade que tira tudo do lugar, a história me deixou completamente virada. Estou coberta de poeira e folhas de árvores. Tomas, Teresa, Franz e Sabina me alagaram.
Chorei.

Quando estava no último capítulo, nas últimas páginas, lendo atentamente o desfecho da história eu percebi que uma dor tomou conta do meu peito, uma dor física tão real…
Meu coração acelerou, a respiração perdeu seu ritmo natural.
Era o fim daquela história, era a confirmação da insustentável leveza.
Quando enfim, terminei de ler o livro, fui direto para cama dormir.
Me deitei, de repente sucumbi.
Comecei a chorar, a soluçar.
Meu namorado me abraçou forte e carinhosamente disse: “não segura, apenas chore se essa é sua vontade”

Chorei.

Ainda estou vivendo no eco da obra.
Ainda estou de ressaca!

_DSC0122 _DSC0130“Em seguida, vem a terceira categoria, as dos que têm necessidade de viver sob o olhar do ser amado. A situação deles é tão perigosa quanto a daqueles do primeiro grupo, Basta que os olhos do ser amado se fechem para que a sala fique mergulhada na escuridão. É entre essas pessoas que devemos colocar Tereza e Tomas.”

Um dia calmo

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A tarde de sábado, assim como todo o dia, seguia lenta, bem monótona, mas não estava exatamente entediante. Tinha um climazinho de felicidade quase explícita no ar.
É o que chamo de felicidade discreta, felicidade delicada. É o estar sentindo-se bem, muito bem, mas sem uma razão clara.
Havia um certo ânimo compartilhado entre todos daqui de casa.
Aproveitei o clima e convidei o Inácio para um piquenique que há muito tempo vinha sendo adiado. Ele prontamente aceitou.

Não levamos tantas coisas, apenas a “toalha” de piquenique, algumas poucas frutas, água, suco e iogurte.
Fomos ao bairro vizinho ao nosso, que é lindamente arborizado, calmo e cheio de praças e perto o suficiente para irmos de bicicleta sem nos cansarmos tanto.

Escolhemos uma pracinha beeeem calma, com poucas pessoas, o sol já estava indo embora, mas ainda sim renderam algumas fotos. =} _DSC0262_DSC0172_DSC0082_2 copy_DSC0225_DSC0202_DSC0215_DSC0177 _DSC0258_DSC0148_DSC0111_DSC0o139

Obs: simplesmente adorei as fotos. Quase todas foram feitas pelo Inácio.